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2001: A Space Odyssey

Hoje vou voltar a falar de cinema… mas ao invés de falar de elevadores homicidas, extra-terrestres electricistas, monstros no armário e piranhas voadoras assassinas… vou falar de um dos grandes clássicos cinematográficos de todos os tempos.

Confesso que fico algo preocupado (e triste) quando me apercebo que existe muite gente que desconhece o marco de ficção científica, “2001: A Space Odyssey” de Stanley Kubrick de 1968.

O filme de Kubrick é para muitos, um dos melhores filmes de todos os tempos e foi baseado nas obras de Arthur C. Clarke, “The Sentinel” e “2001: A Space Odyssey”, e lida com questões como a tecnologia, evolução humana, inteligência artificial e vida extraterrestre. È um filme importante a nível cultural, historico e estético e analisa a evolução da Humanidade, desde a aurora do homem, onde surgem os primeiros primatas capazes de usar instrumentos, efectuando de forma bastante brusca um avanço de milénios para o espaço colonizado onde o homem tornou-se prisioneiro dos seus próprios instrumentos, tendo que lutar com os mesmos para a sua própria sobrevivência. No final o homem enfrenta um último desafio, que o levará à imortalidade.

A película tem cerca de 150 minutos (o valor altera-se com as diferentes versões do filme), prescinde de diálogos em favor de imensa informação visual, tendo apenas 40 minutos de diálogo, que só surge após a meia hora de filme, o que faz com que grande parte do filme seja passado ao som de música clássica, ou em silêncio, tal como no espaço, onde não existe propagação do som, ou então ouvindo o som da respiração do ser humano dentro do fato espacial. O filme tem sempre presente um destes elementos, mas nunca existe uma conjugação entre estes elementos. O resultado de toda esta conjugação é algo de único, e raras vezes visto no cinema, remetendo-nos a uma realidade desconhecida e deixando-nos perplexos com a grandeza do universo. O facto de o filme ter uma forte componente visual, permite que a nossa imaginação especule sobre os diferentes significados sobre o que estamos a ver. Isto faz com que as pessoas tenham sensações diferentes a ver o filme, tirem conclusões diferentes com o mesmo, e que captem novos pormenores a cada nova visualização, tornando esta obra de Kubrick como uma das mais interessantes e controversas do cinema. Com um estatuto de obra de culto, o filme de Stanley Kubrick passou a ser objecto de estudo a nível escolar, tal como ainda é amplamente discutido pelas comunidades virtuais.

Trailer:

Vão a um videoclube, saquem da net, aproveitem quando ele der na TV… mas vejam este filme porque vale a pena e tem efeitos especiais que passado mais de 40 anos… ainda fazem corar de vergonha muitas produções actuais.

P.S: Este filme foi feito no mesmo ano que o “The Green Slime” (post: 16 Janeiro 2009)… e vejam bem as (gritantes) diferenças de qualidade e de bom gosto…

P.S.2: Um “sincero” pedido de desculpa ao “The Green Slime”… mas tu e o “De Lift” (post: 5 Janeiro 2009) estão sempre a levar (in)directas no meu blog… mas vocês também se meteram a jeito… ne?

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Para ver mais textos longos sobre filmes… seleccione: Categoria –  Casual Cinema


5 Responses to “2001: A Space Odyssey”


  1. 1 NPP
    26 de Novembro de 2009 às 9:40 pm

    Eu confesso que ainda não consegui terminar o filme, acho eu, não me lembro. Lembro-me de partes, mas não me lembro do fim. Se calhar não me ficou na cabeça. Se calar até o vi todo.
    Eu acho-o tremendamente chato, que queres que diga? Monótono. Dá para bocejar… Se calhar a minha inteligência não estava sintonizada nessa altura, talvez hoje (ou amanhã) eu consiga vê-lo, não sei.Mas lembro-me quando há anos atrás me disseram que eram os macacos que tocavam na dita pedra preta “da sabedoria” é que evoluiriam para humanos. Já aí havia alguém atento… Menos eu!! 😀 heheheh

    • 2 Kal-Al
      26 de Novembro de 2009 às 10:38 pm

      Cara NPP,

      Nem sei o que dizer do teu comentário… principalmente do primeiro paragrafo (é totalmente desconcertante). Em linha e meia dizes:
      – “acho eu”
      – “não me lembro”
      – “Lembro-me de partes”
      – “se calhar”
      – “não me ficou na cabeça”
      – “se calar já o vi de todo”

      Normalmente estes sintomas aparecem na velhice… e não na “flor” dos vint… trinta anos 😉

      ***

  2. 28 de Novembro de 2009 às 8:28 pm

    ´Confesso que é um bom filme, mas quando o vi com pouco diálogo e a dita cuja banda sonora, well, nao aguentei e adormeci umas vezitas. Por isso a minha opinião não está bem concisa.

    By the way, ontem vi o New Moon e sinceramente deu mais para rir do que ver a quimica dos protagonistas (relembrando que eles namoram na realidade, bem, eu fiquei a pensar “que relaçao complicada” LOL). A cara do Edward Cullen a beija-la é a mais sincera comparação com um gay beijar uma gaja – cara de sofrimento… LOL é um riso!

    Mas digo-te quando fores ao cinema, vai ao Arrabida porque há cada peça lá nas salas que uma pessoa consegue ter sempre dois filmes: um de comedia real mesmo ao lado e o da pelicula.

    Hope u’re well =)

    *

  3. 4 RB
    1 de Dezembro de 2009 às 9:11 pm

    Que blog igualmente interessante!
    Mas infelizmente, não posso deixar de confessar que eu sou umas dessas pessoas que, embora adore cinema, não gosto nada de ficção científica. Descuuuulpa! Ehehehe

  4. 5 NPP
    1 de Dezembro de 2009 às 10:06 pm

    Venho por este meio fazer o obséquio de corrigir a palavra “calhar” da frase «se calar já o vi de todo» do meu anterior comentário… E se estivesses aqui dava-te um chuto para aprenderes a não fazer pouco das pessoas mais velhas. Cá chegarás, ó pré-trinta. :p
    Cada minuto, cada segundo conta… E sim, também serás gozado à fartazana, muahahahahah!!! (/me retira-se com uma saída triunfal)


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