Posts Tagged ‘2001: A Space Odyssey

01
Dez
09

One: A Space Odissey

Este post visa estabelecer uma análise comparativa entre o marco de ficção científica que mencionei no post anterior, “2001: A Space Odyssey” de Stanley Kubrick de 1968 e o filme de animação “One: A Space Odissey” (2001).

O filme “One:  A Space Odissey”, é um filme realizado por Tim Drage e Tony Mines da “Spite your face productions” no ano de 2001. Este filme surge como resultado de um projecto realizado pela “Three Sixty Contemporany Arts” em Edimburgo, que é uma organização sem fins lucrativos que pretende divulgar e dinamizar projectos inovadores de arte contemporânea para o público. Este projecto pretendeu homenagear o filme “2001: A Space Odyssey”, e consistiu na produção de 21 filmes de um minuto sobre o mesmo, para serem exibidos às 20h01, do dia 21 de Janeiro (20/01) de 2001 no Cameo Cinema de Edimburgo. Esta actividade teve o nome de “Twenty, Oh One”.

O filme realizado é uma paródia de um minuto ao filme de Stanley Kubrick com personagens da LEGO. Os autores elaboraram um argumento, onde condensam toda a informação que a obra de Kubrick pretende transmitir, acompanhada com uma certa dose de humor, ao mesmo tempo que brincam com as confusões originadas pelas várias interpretações do filme.

One: A Space Odyssey”, foi filmado num curto espaço de tempo, quando comparado com o filme original. Esta animação ao contrário de outros filmes da LEGO (assim como a maioria dos filmes que participaram no projecto da “Three Sixty Contemporany Arts”) acabou por receber um pequeno apoio financeiro devido a complexidade dos modelos da LEGO.

Os autores desta obra decidiram dar uma grande ênfase na parte técnica da mesma, tentando criar cenários bastante parecidos com os do filme, as tomadas de vista, assim como ter em atenção as condições de iluminação. Para a realização deste filme usou-se técnicas como o stop-motion, que é uma técnica que consiste em fotografar frame a frame os modelos (neste caso são peças LEGO), e quando estes frames são exibidos como um vídeo/película de cinema, surge a ilusão de movimento. Esta técnica foi associada a vários softwares que permitiram a edição de vídeo, de som e de efeitos especiais, originando um filme da LEGO com uma grande qualidade visual.

Na imagem seguinte temos uma análise comparativa das imagens captadas do filme de Stanley Kubrick (coluna da esquerda) com o filme de animação “One: A Space Odyssey” (coluna da direita). É facilmente perceptível as semelhanças visuais, assim como o trabalho que Tim Drage e Tony Mines tiveram na elaboração deste projecto.

NOTA: Recomendo a visualização do post Lego Films: The Magic Portal (30 de Abril de 2009)

26
Nov
09

2001: A Space Odyssey

Hoje vou voltar a falar de cinema… mas ao invés de falar de elevadores homicidas, extra-terrestres electricistas, monstros no armário e piranhas voadoras assassinas… vou falar de um dos grandes clássicos cinematográficos de todos os tempos.

Confesso que fico algo preocupado (e triste) quando me apercebo que existe muite gente que desconhece o marco de ficção científica, “2001: A Space Odyssey” de Stanley Kubrick de 1968.

O filme de Kubrick é para muitos, um dos melhores filmes de todos os tempos e foi baseado nas obras de Arthur C. Clarke, “The Sentinel” e “2001: A Space Odyssey”, e lida com questões como a tecnologia, evolução humana, inteligência artificial e vida extraterrestre. È um filme importante a nível cultural, historico e estético e analisa a evolução da Humanidade, desde a aurora do homem, onde surgem os primeiros primatas capazes de usar instrumentos, efectuando de forma bastante brusca um avanço de milénios para o espaço colonizado onde o homem tornou-se prisioneiro dos seus próprios instrumentos, tendo que lutar com os mesmos para a sua própria sobrevivência. No final o homem enfrenta um último desafio, que o levará à imortalidade.

A película tem cerca de 150 minutos (o valor altera-se com as diferentes versões do filme), prescinde de diálogos em favor de imensa informação visual, tendo apenas 40 minutos de diálogo, que só surge após a meia hora de filme, o que faz com que grande parte do filme seja passado ao som de música clássica, ou em silêncio, tal como no espaço, onde não existe propagação do som, ou então ouvindo o som da respiração do ser humano dentro do fato espacial. O filme tem sempre presente um destes elementos, mas nunca existe uma conjugação entre estes elementos. O resultado de toda esta conjugação é algo de único, e raras vezes visto no cinema, remetendo-nos a uma realidade desconhecida e deixando-nos perplexos com a grandeza do universo. O facto de o filme ter uma forte componente visual, permite que a nossa imaginação especule sobre os diferentes significados sobre o que estamos a ver. Isto faz com que as pessoas tenham sensações diferentes a ver o filme, tirem conclusões diferentes com o mesmo, e que captem novos pormenores a cada nova visualização, tornando esta obra de Kubrick como uma das mais interessantes e controversas do cinema. Com um estatuto de obra de culto, o filme de Stanley Kubrick passou a ser objecto de estudo a nível escolar, tal como ainda é amplamente discutido pelas comunidades virtuais.

Trailer:

Vão a um videoclube, saquem da net, aproveitem quando ele der na TV… mas vejam este filme porque vale a pena e tem efeitos especiais que passado mais de 40 anos… ainda fazem corar de vergonha muitas produções actuais.

P.S: Este filme foi feito no mesmo ano que o “The Green Slime” (post: 16 Janeiro 2009)… e vejam bem as (gritantes) diferenças de qualidade e de bom gosto…

P.S.2: Um “sincero” pedido de desculpa ao “The Green Slime”… mas tu e o “De Lift” (post: 5 Janeiro 2009) estão sempre a levar (in)directas no meu blog… mas vocês também se meteram a jeito… ne?

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Para ver mais textos longos sobre filmes… seleccione: Categoria –  Casual Cinema




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